terça-feira, abril 23, 2024

LIVRO ALÉM DOS EXTREMOS

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terça-feira, fevereiro 10, 2015

Paixão por desafios



Carlos Dias, o ultramaratonista

Escrito por Carol Ramos.

Conheça a história deste atleta de corrida que é louco por desafios!
Correr por uma causa, ou mais do que isso, correr por paixão. Assim, o atleta Carlos Dias se define. O Estilo Centauro bateu um papo com esse corredor e ele nos contou fatos que marcaram a sua carreira.
Carlos Dias já correu no Nepal, Antártica, Floresta Amazônica e no deserto do Atacama. O ultramaratonista viu na corrida uma possibilidade de fazer diferença na vida das pessoas. Se você é um corredor que é apaixonado por novos desafios, vai se encantar com a história de vida e profissão de Carlos. Confira a entrevista e os detalhes de como é ter sucesso no esporte!

Estilo Centauro: Como foi seu início no esporte? E porque ultramaratonas?
Carlos Dias: Comecei jogando futebol quando criança, depois vôlei, ciclismo, paraquedismo e somente aos 20 anos de idade eu comecei a correr com maior foco, pois vi que a corrida poderia fazer diferença na minha vida. Ela me permitia estudar e trabalhar e me deixava mais entusiasmado a cada passo. Quando o Ayrton Senna morreu, eu que era um fã, fiquei com um vazio aos domingos e decidi correr uma prova de 10 km na Vila Prudente em SP. Foi aí que o gosto pela corrida se tornou ainda mais profundo. A ultramaratona me traz desafios que exigem um esforço, uma concentração e uma auto motivação muito além de tudo que eu já havia experimentado. Sou apaixonado por desafios, amo conhecer novos lugares, pessoas e interagir com a natureza, e a ultramaratona me proporciona tudo isso.
EC:Você tinha planos de ser um atleta de corrida?
CD: Não, eu tinha planos de fazer diferença em algum esporte, experimentei vários esportes e escolhi a corrida, ela me fez olhar o mundo diferente.

EC: No total são 22 anos de carreira, quais são as suas expectativas para o futuro?
CD: Eu sempre estou me preparando para os novos desafios que o presente e o futuro me oferecem, nos próximos 10 anos eu quero fortalecer ainda mais meu relacionamento com atletas, empresas e poder comunicar para pessoas em diversas partes do planeta, que é possível transformar cenários através do esporte. Me preparo para poder realizar palestras em inglês mundo a fora, criar novos desafios para ajudar crianças em situação de risco, enfim, quero continuar com o mesmo entusiasmo que me acompanhou durante todos esses anos. E, enquanto eu estiver respirando eu vou correr de alguma forma.
Para 2015, por exemplo, tenho um desafio de correr 42 maratonas em 42 dias, depois quero ir correr no deserto de Gobi pela segunda vez na minha carreira e enfrentar o deserto do Equador, em Julho.
EC: Você já correu no Nepal, Deserto do Atacama e na Antártica. Enfrentou desafios como frio e calor extremo. Além de ser corredor, você também se considera um aventureiro?
CD:Sim, eu me considero um aventureiro e já fui considerado desbravador 4x4 por canais de esportes de aventura por ir de encontro a natureza com as próprias pernas. Sou membro consultivo da BAS Brazilian Adventure Society (Sociedade Brasileira de Aventura) que tem nomes como Amyr Klink e Waldemar Niclevics. Um aventureiro é aquele que planeja sua ação, respeita a natureza e faz o uso consciente dos seus recursos.

EC: Qual a principal diferença de correr em locais exóticos, como no meio da floresta Amazônica?
CD: Nesses ambientes, você sabe que terá surpresas, mas se você tiver bem preparado, equipado e com uma postura de respeito às variáveis de clima, solo e cultura local, você terá sucesso. A maior diferença para quem vai correr em ambientes exóticos como desertos ou selva Amazônica é que ele terá que gerenciar toda sua estrutura que irá caber em uma mochila com até 14 kg durante sete dias, irá atravessar essa natureza e dormir em acampamentos no meio da selva, em redes ou no meio dos desertos em tendas beduínas.
Você também terá que gerenciar sua água por até 15 km entre um posto de abastecimento e outro. Nessas corridas, o atleta aprende a gerenciar melhor cada passo dado, pois a prova é de auto suficiência onde oatleta não pode receber ajuda externa, recebe somente a água e a orientação de seguir bandeiras até chegar no próximo acampamento.

EC: O “Desafio 24 horas” foi um sucesso e pessoas que você nem conhecia se juntaram na realização do seu projeto. Qual é o sentimento que mais expressa o esporte na sua vida?
CD: Sim, O desafio das 24 horas das capitais foi muito especial, eu chegava na cidade, procurava um local para armar o circo e começava a correr, quando vi tinha capital com cerca de 100 pessoas correndo comigo de forma espontânea e muitas outras mandando mensagens pelas redes sociais, foram de arrepiar as amizades conquistadas em cada lugar. O esporte me traz uma energia e uma emoção incrível. Mas o poder de transformação e de amizades do esporte me deixa cada dia mais entusiasmado. Tenho muita gratidão.

EC: O que a corrida já proporcionou ao Carlos Dias?
CD: A corrida realizou o meu sonho de fazer a diferença no esporte, hoje corro por muitas causas, uma delas é a do meu filho Vinícius V Dias, de 8 anos. Penso que a corrida é a ferramenta principal para passar a ele os ensinamentos e deixar um legado de atitude para ele.
Corro pela minha mãe, que foi minha grande incentivadora nos momentos de dúvidas, ela faleceu em 2010 antes do início de um grande desafio, em que eu circulei o Brasil inteiro correndo 18.250 km em 325 dias e sempre utilizo a corrida como um canal de comunicação com ela onde quer que esteja.Eu sempre utilizo a corrida para agradecer toda força e ensinamentos que minha mãe deixou.
Tem a causa do combate ao câncer infantil. A corrida é uma ferramenta para eu convidar pessoas a correrem junto com o hospital GRAACC, ajudando a combater e vencer o câncer infantil. A corrida me proporcionou lugares incríveis, amizades com pessoas de diversos países, me trouxe respeito e muitos ensinamentos de como seguir na vida. 
Me emociono sempre quando termino meus desafios, pois é sempre como se eu estivesse ganhando uma medalha olímpica da vida.
EC: Carlos, como profissional você avalia a importância do calçado para o desempenho no esporte?
CD: Sim, é muito importante ter um calçado que me proporciona conforto, flexibilidade e ao mesmo tempo seja resistente aos diferentes pisos que normalmente me proponho a percorrer. Gosto muito dos Skechers modelos Go ride 3, go ride 2, pois me ajudam a manter a pisada natural, ou seja pelo meio do pé, e, é ,muito flexível, o que ajuda a fortalecer a musculatura dos meus pés.



Fonte:www.estilocentauro.com.br

quinta-feira, janeiro 22, 2015

As lesões são acidentes? ou nós que provocamos?

                                                         Foto: Michelle Musial
As contusões são a praga dos atletas, a dor envolvida é o menor problema. Uma única contusão que venha depois de um período de tempo ou de repente pode acabar com todo o tempo e energia do treinamento, e até mesmo encerrar permanentemente uma carreira. As contusões deixam inevitavelmente vestígios de tensão e de medo no corpo. Elas são um retrocesso traumático e nunca parecem acontecer no momento conveniente. A contusão é a negação do propósito primordial do esporte: a saúde e o bem -estar.
A contusão é, na maioria das vezes, resultada de fraquezas fundamentais num aspecto mental, emocional ou físico do talento (ou numa combinação deles). Os “acidentes” na realidade não são acidentes. Se nos contundimos, ou se alguém nos provoca uma contusão, alguém não estava prestando atenção, estava irritado ou não estava fisicamente preparado. Na verdade, essas três variáveis – atenção, irritação e falta de preparação- explicam todos os “acidentes” da vida diária que podem ser atribuídos a falhas humanas.
Em consequência, para evitar “acidentes”, precisamos desenvolver clareza mental e atenção, estabilidade emocional(e uma motivaçã0 permanente), bem como preparação física. Elas são as três melhores apólices de seguros que você pode ter- sem lhe custar um centavo.
A contusão aguda, resultante de um impacto (uma queda, uma colisão, um golpe)ou de outra força (uma torção ou um estiramento), que esteja além dos limites de tolerância do corpo, é na verdade muito mais rara do que as contusões crônicas ou aquelas desenvolvidas ao longo de períodos de tempo em função do treinamento inadequado ou da preparação insuficiente. O treinamento natural ajuda a eliminar ambos os tipos de contusão ao cortar as suas raízes.
No intuito de pôr em relevo para você algumas das principais causas da contusão – mental, emocional e física, vou criar um personagem, um rapaz desajeitado chamado Jerry.
Jerry torceu o tornozelo e não consegue entender por que esse “acidente” lhe aconteceu.
Fatores Mentais: Jerry se distrai com muita facilidade, ou por causa dos próprios pensamentos ou das coisas que acontecem ao seu redor. Ele se considera um “cabeçudo. Tem o hábito de criticar a si mesmo impiedosamente e alimenta a tendência de punir a si mesmo com a dor. Tem sérios conflitos com relação a competições e a temporada está prestes a começar.
Fatores emocionais: A motivação de Jerry para jogar é ciclo tímica. Ás vezes, ele está de fato “aceso, mas outras vezes desejaria ficar no banco. Ele sempre teve medo dos esportes de contato e de todas as manobras arriscadas, o que o faz ficar tenso no momento errado. Há ocasiões em que Jerry recua e hesita. Ás vezes, ele fica irritado e percorre com movimentos pesados a quadra, sem prestar atenção ao que está se passando.
Fatores Físicos: Os tornozelos de Jerry são rígidos e relativamente fracos. Por causa da tensão geral, ele é insensível á fadiga e, em alguns dias, exige demais de si ; está acima do peso normal e seu estado geral é sofrível.
Jerry deveria agradecer por só ter torcido o tornozelo.
Quantos de nós “sabiam mas não fizeram”. Sabíamos que não deveríamos ter jogado cansados ou distraídos, mas jogamos ou corremos.
Os atletas interiores experientes estão em sintonia com as necessidades do seu próprio corpo; por conseguinte, as contusões são extremamente raras em seu treinamento. Eles reconhecem muito bem a contusão como o preço pago pela insensibilidade e pela desatenção.

Texto: Por Carlos Dias Revista Endorfina

sábado, janeiro 17, 2015

O Super Humano


O Super-humano

 


Dono de dois recordes brasileiros ao mapear o Brasil correndo, num percurso de 9 mil quilômetros com duração de 100 dias e por
ser o primeiro sul americano a correr nos desertos mais extremos do planeta e na Antártida (Gobi-China, Sahara-Egito, Antártida-Pólo Sul e Atacama-Chile) o ultramaratonista Carlos Dias é tido como o Forrest Gump da vida real. O que poucos sabem é que, muito mais do que a habilidade e invejável resistência, Carlos tem em comum com o famoso personagem o fato de ter iniciado essa jornada na infância, quando percorria 15 quilômetros por dia em São Bernardo do Campo para vender doces para ajudar na renda familiar. Esse período foi essencial para que se tornasse um dos maratonistas de grande referência no Brasil.
Na adolescência, começou a trabalhar de lavador de peças em uma empresa de logística, depois como office-boy, passando para auxiliar de compras, até chegar a gerente de vendas em uma empresa de telecomunicações. Se formou em Administração de Empresas e pós-graduou-se em Psicologia Organizacional.
Os estudos realizaram o sonho de sua mãe que criou três filhos com muita determinação, sempre passando a mensagem de “nunca fazer nada pela metade”. Carlos conta que ela não sabia ler e nem escrever, era faxineira de uma empresa. Seu pai faleceu quando tinha 2 anos, e a mãe encarou a vida com um foco impressionante na busca do sonho de ver os três filhos na universidade. Uma missão que ela cumpriu “com muita luz”, afirma o ultramaratonista. Ela faleceu um mês antes de Carlos Dias realizar a largada do desafio de circular o Brasil correndo, considerado o desafio mais difícil de sua vida por ter que superar além da distância das estradas a maior de todas as distâncias ele não teria o abraço de sempre no final da jornada.
Carlos Dias começou a correr exatamente no dia 1° de setembro de 1993. Mais de vinte anos depois, a corrida faz parte de sua vida, e por causa dela, realiza palestras e organiza ultramaratonas em lugares remotos ao redor do planeta> E o atleta conseguiu transformar a sua paixão em trabalho e tem como seus patrocinadores a Skechers, a Movement e a Tegma, e logo mais vai lançar outro desafio; correr 42 quilômetros em 42 dias. Leia mais sobre a sua fascinante trajetória.

quantas corridas realizadas – não tenho mais esse cálculo, mas são muitas de 5 e 10 km, 65 maratonas e diversas ultramaratonas, desde provas de 24h a corridas que duram sete dias em lugares extremos. Além dos desafios de travessias como o que realizei ao redor do Brasil de 18.250 km em 325 dias, a travessia dos EUA de Leste a Oeste (5.130 km em 59 dias), o desafio das capitais que acabei de concluir com êxito correndo 24h todos os finais de semana em 27 capitais do Brasil e o desafio 12 h nas 12 cidades sede da copa do mundo onde criei o slogan torça por eles corra por elas as crianças do GRAAC.
por que começou a correr – comecei a correr no dia 1° de setembro de 1993 em uma prova de 10 km organizada por uma escola na Vila Prudente, em São Paulo. Na época, tinha 20 anos de idade; passaram-se 22 anos de jornada e cheguei aos meus 42 anos de idade com muito entusiasmo. São tantos os motivos para começar a correr… Primeiro, o gosto de experimentar algo novo e sensações que o levam a sentir-se vivo de fato. Outro motivo: sempre gostei de desafio e a corrida oferece desafios para quem pratica, mesmo que você corra 1 km, terá um desafio a vencer. Um outro motivo pelo qual comecei a correr com maior profundidade foi o fato de o nosso campeão Ayrton Senna ter falecido em 1994. Ficou um vazio aos domingos, me inspirei com a maneira como ele levava a sua carreira, e aí decidi fazer a diferença no esporte, mas não sabia como. Acho que hoje tenho essa resposta, uso o esporte para agregar à vida de crianças com câncer, passar uma mensagem de persistência e fé para quem está cético na vida.
relate algo curioso – todos aqui no Brasil e nos EUA me chamam de Forrest Gump por correr longas distâncias. Sempre digo que a diferença do Forrest brasileiro para o americano (personagem do filme) é que eu corro por uma causa, e o do filme, sem um sentido.
onde costuma treinar – eu treino na clínica do Sportslab e no (Centro Grava de Fisioterapia do Esporte), faço trabalho de equilíbrio, força, alongamentos, resistência dentro da piscina, faço treinos com meu treinador Herói Fung na Serra da Cantareira e na Pedra Grande, em Atibaia, além de correr pelas ruas da cidade de São Paulo adequando a minha agenda do dia. Além disso, faço trabalho de alinhamento das vértebras com o quiropraxista Thomas Hiroiuki e massagem uma vez na semana com a equipe de massoterapeutas do Espaço Bel SPA.
o dia de herói – foram tantos, mas vou relatar o dia do nascimento do meu filho Vinícius Dias, no dia 2 de janeiro de 1997. Eu ajudei a fazer o parto e fui o primeiro a pegar meu filho junto com o médico. A emoção foi tão incrível que eu olhei para o médico e disse que iria cruzar o Brasil correndo para agradecer aquele momento divino em minha vida. Depois disso, corri 9.000 km em 100 dias e hoje estou no livro dos recordes brasileiro. Outro “dia de herói” quando quando circulei o mapa brasileiro correndo, com meu filho os últimos metros e encontrando com as crianças do hospital GRAACC. Ao final dessa epopeia pelo país, foi realmente um dia de herói.
corrida dos sonhos – a corrida dos sonhos foi correr em agosto de 2014 na ilha de Madagascar. De qualquer forma, realizei muitas corridas dos sonhos, entre as quais correr na Antártida, Saara, Mongólia, Atacama,  Floresta Amazônica, Jordânia e além, é claro, do Nepal.
antes da largada – eu tomo meu café com frutas, pães, bolos e sucos. Procuro relaxar a mente ouvindo um samba de raiz e viajar nas letras de Chico Buarque, Noel Rosa, Cartola entre outros tantos mestres…
na chegada – extravasar, abraçar, chorar simplesmente, comemorar os passos dados, agradecer a Deus e às pessoas que me fizeram chegar ali.
pior corrida – acho que não existiu, pois em cada corrida entrei com a felicidade de estar ali fazendo parte dos atletas que iriam correr. Difícil foi superar o desafio do Nepal, quando meu corpo sucumbiu no quarto dia e corri 103 km nos 6.800 metros de altura enjoando muito na altitude, mas, mesmo assim, agradeci a Deus por chegar até ali nos 103 km naquela montanha mágica, a Anapurna, e um local de um povo impressionante e gentil.

quem admira no esporte – Ayrton Senna, pela atleta que foi, um ser humano verdadeiro que era firme em sua ideias. Amir Klink, pela visão empreendedora, um visionário que enxerga um cenário de oportunidades onde muitos não teriam coragem de trilhar. O técnico Bernardinho, por ser um líder participativo, obstinado e focado, suando junto com a equipe, ele faz o time render em momentos difíceis da partida.
correr é – a minha segunda pele, é poder abraçar a vida de forma plena, sem barreiras, sem máscaras, correr é viver de verdade, é aprofundar o relacionamento intrapessoal para fortalecer o relacionamento interpessoal com o mundo ao nosso redor.
Fonte:www.gazetaesportiva.net

segunda-feira, setembro 22, 2014

O caminho do meio

“E o grande problema é que, se você não arrisca nada,corre um risco ainda maior”. Erica Jong, escritora americana



Experimentar algo novo pode ser assustador e até perigoso, mas pode ser também uma das sensações mais estimulantes da vida.
Assumir um risco significa extrapolar sua zona de conforto e fazer alguma coisa sem garantias. Significa dar ouvido ao borbulhar,prestar atenção nas bolhas internas da excitação.
Honrar a luz em seus olhos. Significa que você está fazendo uma coisa que não é lógica, racional, nem sensata, mas sim, intuitiva.
Significa ir contra o bom senso tradicional e realmente dar ouvidos ao canto de seu coração. Assumir um risco não é imprudência, mas também não é necessariamente sempre sensato. Em geral, fica mais ou menos no meio dos dois.





Os rompedores de barreiras são pessoas cheias de propósitos, que acolhem a aventura e ficam forçando a si mesmas a sair de seu conforto estabelecido e entrar em zonas de alta realização.
Elas são pessoas que aprendem a superar a força amortecedora do hábito e da rotina em suas vidas, pessoas que transcendem o “bom o bastante”e aprendem como exigir o melhor de si mesmas com frequência.
Correr riscos requer autoconfiança e disposição para cometer erros. Se todas as expectativas se realizam ou não, há sempre uma exuberância de coisas a aprender com a experiência.
Como você saberá que deve assumir um risco?
Quando o chamado da emoção for tão poderoso quanto um imã, guando dominar você e não soltar mais, quando você estiver pronto e disposto e aceitar o resultado que vier. É assim que você saberá que é a hora da virada.
Não importa o tamanho do desafio, se eu estou em uma montanha, deserto, geleiras, floresta ou aqui mesmo na cidade. A melhor postura para evitarmos  patologias na trilha é buscar o caminho do meio.
Estou pronto para sair da minha zona de conforto, ir de encontro ao extremo, experimentar a natureza em sua forma mais pura.
Fiquei um ano me preparando física e mentalmente para ir de encontro a esse ambiente surreal, e ao mesmo tempo que me ofereceu a oportunidade de testar toda minha estrutura humana e tecnológica.
Humana, pois tive, o desafio de correr ao lado de grandes amigos, a Jane Carvalho, o Morten Hellberg, a Monica Otero, o Michael, a Mayra Johnson e o Marcelo Musial. Brasileiros que saborearam  comigo as trilhas cheias de surpresas  e de paisagens incríveis.
Tecnológica, pois o meu treinamento e todo o material que levei comigo em uma mochila serviu de protetor para os meus passos no meio das  florestas, savanas, e praias da Ilha de Madagascar.
Para me preparar mentalmente, eu corri dois grandes desafios no Brasil:
Corri 24 horas nas 26 capitais mais o Distrito Federal, percorrendo uma média de 120 km por final de semana em prol do combate ao câncer infantil.
Corri 12 h nas 12 capitais sede da copa do mundo, percorrendo uma média de 70 km por capital.
Esses desafios testaram e moldaram a minha paciência, persistência e foco no meu objetivo. Me preparei fisicamente, fazendo trabalho de fortalecimento com fisioterapeutas, ajustes com quiropraxista e treinos em montanha, praias e trilhas.
A tecnologia na preparação e na trilha foram:
Correr em esteiras Movement RT 350 com tecnologia de absorção de impactos, me protegendo em treinos indoor
Tênis Skechers Go run ride 2 Go run 2  possibilita mais flexibilidade nos movimentos, segurança, estimula a pisada no médio pé, desenvolvendo uma pisada mais natural e fortalecimento da musculatura dos pés.
Roupas Solo que proporciona experiência de muito conforto mesmo em ambientes com temperaturas adversas, roupas com íon de prata para evitar proliferação de fungos e tecnologia de camadas para ambientes frios.
Comida Liofilizada para eu obter alimentos e nutrientes na trilha sem precisar carregar grandes pesos nas costas.
Mochila com tecnologia que ajuda a eliminar atrito nas costas e maior conforto.
O corpo é frágil, mas com uma mente forte, tecnologia e o bom senso de seguir pelo caminho do meio. Consegui ir mais longe longe.
Completei a minha décima segunda ultramaratona de 250 km em ambientes extremos. Comemorei junto com o povo maravilhoso de Madagascar,  os meus vinte e um anos de carreira dedicados a corrida.
Vi cobras, camaleões, lemores, abracei um Baobá de oitocentos anos, brinquei com as crianças Malgaches, me emocionei com um povo simples e tão gentil que me acolheu como se eu fosse membro de suas famílias.
O meu corpo sentiu as adversidades oferecidas pela natureza, tive que me concentrar e me doar ainda mais para conseguir chegar ao final de sete dias de corrida.
A convivência com os atletas de diversos países, me fez ter a certeza ainda maior que o que fica de todos os nossos esforços durante todos esses anos correndo, são os grandes amigos que conquistei em cada ambiente remoto desse nosso planeta.
Tivemos uma equipe de sete brasileiros, eu fiquei muito feliz por compartilhar com cada um deles essa experiência incrível.
A ilha de Madagascar tem seus contrastes, uma capital com muita gente na zona da miséria, praias com belezas que só tinha visto em filmes, um povo de uma gentileza que não vou esquecer.
Obrigado ao povo da ilha do amor obrigado ilha de Madagascar por me ensinar a caminhar.



 Fonte: Revista Endorfina

quarta-feira, setembro 10, 2014

Madagascar é cenário para celebração de vinte e um anos de corrida

Carlos Dias se emociona ao completar sua décima segunda ultra maratona de 250 km
Foto: Zandy Mangold

O ultramaratonista Carlos Dias viveu momentos de muita emoção, ao participar da sua décima segunda ultramaratona em lugares remotos,  se preparou durante um ano para realizar o sonho de correr na  Ilha de Madagascar.
Foto: Wladimir Togumi
Correu 250 km em sete dias percorrendo trilhas de pedras, areia, plantações de arroz com direito a ficar atolado na lama, cruzou diversos rios, subiu e desceu quenions, selvas e longas savanas. Além de correr em meio a praias paradisíacas e florestas de Baobás.
 Foto:Zandy Mangold
Foto: Zandy Mangold

Começou o seu desafio correndo em equipe fazendo ritmo com o dinamarquês naturalizado brasileiro Morten Helberg e Jane Carvalho de Salvador, mas no quarto dia a equipe se desfez, Morten decidiu sair por conta de enjoos e bolhas.
Foto: Zandy Mangold
 Carlos Dias continuou em busca do sonho de cruzar a linha de chegada. Juntamente com Jane Carvalho seguiu com um ritmo mais intenso e a cada dia sua vontade ia aumentando, a população local não deixava de entoar gritos de vai Brasil, ou boa jornada, depois de também obter duas bolhas por conta de muita mudança de terreno e muita água no percurso, Carlos Dias foi para o último dia determinado a não deixar nenhuma dor abalar sua vontade.
Foto: Zandy Mangold

Correu agradecendo cada abraço, cada sorriso e cada olhar de um povo que vive isolado no norte da maior ilha da África, enfrentando uma realidade duríssima, mas que não deixa de sorrir e ser gentil, ele correu dedicando o último dia ao povo Malagasy .
Foto: Zandy Mangold

Ele lembrou de cada passo dado em vinte e um anos de carreira na corrida, comemorado no meio do percurso desta ilha surreal, dedicou também a conquista ao seu filho Vinícius V. Dias, sua Mãe( falecida) e toda família,  as crianças do hospital GRAACC que trabalha combatendo e vencendo o câncer infantil,os patrocinadores Skechers Performance, Movement Fitness, Tegma Gestão Logística,  o apoio da Solo, aos especialistas do Sportslab, a fisioterapeuta Bárbara Lopes, o quiropraxista Thomas Hiroyuki e seu treinador Herói Fung.
Foto: Zandy Mangold

Ao final do último dia Carlos Dias  não segurou as lágrimas ao ver uma cidade inteira na rua aplaudindo a chegada da corrida, pegou a bandeira do Brasil que o acompanha a 21 anos e comemorou com seus amigos atletas de várias partes do planeta.
Foto: Marcel Favery
Além de Carlos Dias o Brasil foi representado com muita excelência  pelo atleta Marcelo Musial que fechou a prova entre os 50 melhores, Michael de São Paulo, Jane Carvalho, Mayra Jonhson, Morten Helberg e Monica Otero.O cinegrafista Marcel Favery registrou juntamente com o fotógrafo americano Zandy Mangold os momentos da jornada.
 Foto: Marcel Favery
 Foto: Marcel Favery
 Foto Marcel Favery
Foto: Marcel Favery

A lição que cada passo pode oferecer ao seu crescimento:” é que a humildade é um antídoto contra o orgulho! Ela tem o efeito de uma agulha com linha, alinhavando vidas, aproximando as pessoas, unindo mesmo os que são diferentes, enquanto o orgulho é como uma tesoura cega, que corta tudo o que encontra pela frente, machucando e danificando por onde passa. É bom sentir-se orgulhoso de si mesmo, ainda mais quando percebemos nossa capacidade de aprimoramento, de sermos cada vez melhores em nossas tarefas. Mas o orgulho nunca deve se impor, porque, se isso acontecer, você para de progredir, acha que não tem mais nada a desenvolver, e sabemos que isso não é verdade. Podemos ir cada vez mais longe” Livro o que realmente importa? 



quarta-feira, agosto 27, 2014

Capital de Madagascar chegada


Chegada na capital de Madagascar, foi descontraída, com vários reencontros de amigos de outros países.
Eu, Jane Carvalho e Mônica Otero já estamos sentindo o calor da terra dos Baobás, agora a correria é para deixar a mochila compacta para o início da corrida.

Muito feliz por chegar em um lugar incrível e ter a possibilidade de correr uma prova que irá exigir tudo de todos nós.

Obrigado a cada mensagem. acesse o site da prova e acompanhe:
www.4deserts.com/madagascar 







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